Publicado por: Rogério Tomaz Jr. | 29/03/2013

Repórter fanático da Veja quer se tornar deputado federal

Gabriel Castro, repórter-plagiador da Veja em Brasília, quer se tornar deputado federal. Sua plataforma: regulamentar a agenda de trabalho dos assessores parlamentares da Câmara Federal.

É isso que se supõe a partir de uma “””””matéria””””” – “Atos contra Feliciano têm apoio de servidores da Câmara” – assinada pelo aspirante a parlamentar que já foi flagrado no frívolo ato de “copiar e colar” textos de outros autores e veículos, sem reconhecer a autoria original.

A Cynara Menezes demonstrou a fraude da Veja, na qual o intrépido Gabriel Castro estava envolvido, sendo um dos signatários da “””””reportagem””””” feita na base do “Copy+Paste”, em episódio que virou piada nacional na Internet.

No texto do fiscal de Veja, publicado na quinta-feira (28), assessores parlamentares são denunciados por estarem “insuflando” atos contra o pastor racista Marco Feliciano, em nome de seus chefes, deputados do PT e do PSol.

O raciocínio de Gabriel Castro, fundamentalista religioso e ardoroso defensor da “Revolução de 1932” (adiante demonstro isso), é tacanho: na opinião dele e dos seus editores, deputados atuantes em temas de direitos humanos não poderiam ter funcionários acompanhando ou participando dos protestos contra Feliciano.

Para o chauvinista da Abril, os deputados devem se resignar em ser informados pela Veja sobre os acontecimentos relacionados à luta pela saída do pastor racista da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias.

Enviar assessores “pagos com dinheiro público” para acompanhar atos relacionados a temas ligados diretamente à sua atuação parlamentar não pode ser uma aividade normal de deputados, na ótica do “””””repórter””””” de Veja, que deve se candidatar à Câmara em 2014 para acabar com essa pouca vergonha.

“Os assessores têm a função de acompanhar as ações da sociedade civil em relação à atuação dos seus parlamentares. Não houve e não há nenhuma infração regimental nisso”, me disse a deputada Erika Kokay (PT-DF), atacada na “””””matéria””””” de Gabriel Castro.

Foto de Gabriel Castro no Twitter (29/03/2013) mostra quem são seus heróis

Foto de Gabriel Castro no Twitter (29/03/2013) mostra quem são seus heróis

A primeira proposta legislativa do fundamentalista da Veja, caso se eleja deputado, será um projeto de resolução determinando que assessores parlamentares deverão trabalhar dentro do gabinete pelo menos seis horas por dias e, no caso de saída do local de trabalho, não poderão estar perto de qualquer aglomeração com mais de cinco pessoas.

A última trincheira [da ultra-direita fascista]

Gabriel Castro (no Twitter: @_gabrielcastro ) é titular do blog “A última trincheira” (http://ultimatrincheira.wordpress.com), no qual destila loas à “Revolução de 1932” de São Paulo e expõe seu pensamento fanático-fundamentalista-cristão-ultraconservador sem pudores ou freios, em vários temas e campos sociais, da religião ao futebol, da política ao aborto, entre vários outros.

Gabriel, botafoguense, considera George W. Bush “uma figura subestimada”, debocha da morte de torcedores flamenguistas na final do Brasileiro de 1992 e não se envergonha de declarar explicitamente o fanatismo mórbido em relação aos adversários:

“Que morram todos: eles, as prostitutas e os torcedores do Flamengo”, publicou o “””””jornalista””””” num texto de fevereiro de 2010, após vitória do seu time sobre o rubro-negro.

Perfil de Gabriel Castro no Gravatar: "Esta é a trincheira que não se rendeu".

Perfil de Gabriel Castro no Gravatar: “Esta é a trincheira que não se rendeu”.

Esse é o tipo de carreirista que se dá bem na Veja. Igual a ele há muitos outros “monstrinhos de redação”, como bem definiu o Leandro Fortes, prontos para ser o Kissinger do Nixon.

Algumas das elevadas frases (grifos meus) do plagiador-fanático – que chama os críticos dos EUA de “símios” – causariam inveja a Marco Feliciano, Silas Malafaia, Reinaldo Azevedo, Olavo de Carvalho e Diogo Mainardi:

O cosmos e o menino (23/12/2011)

(…)

É notória a superioridade do Cristianismo como fonte de inspiração para a música e a literatura. A beleza da história de Jesus não se compara à de Maomé, um pedófilo assassino, ou a de Buda, uma espécie de Paulo Coelho do Japão imperial Nepal agrícola.

Há quem se contente com isso: o Ocidente foi mais longe porque tem em Cristo seus marcos civilizacionais.

Mas a história da divindade onipotente que se faz homem só merece ser lembrada por um motivo: ela é verdadeira. É tão real que, dos apóstolos de Cristo, só João morreu naturalmente: martirizados, os outros entregaram a própria vida para propagar a poderosíssima mensagem trazida pelo Salvador.

A farsa do Islã pacífico (11/09/2011)

(…)

Qualquer crime cometido em nome do Cristianismo não pode ser atribuído à pregação de Jesus, mas à distorção de suas palavras.o Islamismo nasceu como uma religião expansionista e militarista; um exército cruel, comandado por ninguém menos do que Maomé em pessoa. Os muçulmanos ocuparam por séculos a Península Ibérica, depois de varrer povos inteiros do mapa no Oriente Médio. Só foram chutados de lá depois de uma reação  tardia dos europeus. Hoje, os cristãos são o grupo mais perseguido do mundo, numa comparação com qualquer outra religião ou etnia. E os principais algozes dos cristãos são justamente os islâmicos. Mas ninguém fala em “cristofobia”.

(…)

George Bush, o sujeito que fez o histórico discurso acima nos escombros do Ground Zero, é uma figura subestimada. Foi à guerra porque era coisa certa a se fazer. E, se os Estados Unidos estão há 10 anos sem sofrer um atentado, se bin Laden e Saddan Hussein foram para o inferno, há pouco o que criticar. Talvez a demora em enviar mais tropas para pacificar o Iraque quando os locais começaram a mandar tudo pelos ares. Os símios antiamericanos ainda hoje dizem que a invasão do Iraque se deu porque os Estados Unidos queriam petróleo. (…)

Os brios de julho (09/07/2011)

(…)

A burrice bem intencionada hoje se divide em várias frentes. Duas delas são o pacifismo infantil e a glorificação de revolucionários criminosos, como se qualquer revolução legitimasse a si mesma.

O levante constitucionalista de 1932 se situa num ponto que lhe dá autoridade moral sobre ambas as visões de mundo.

A inquebrantável crença no nada (30/01/2011)

(…)

É perfeitamente possível e lógico não acreditar que Deus existe. O problema passa a existir quando alguém acredita cegamente que Deus não existe.

Um herói (23/12/2010)

(…)

Falar da Revolução de 1932 é uma experiência curiosa. Sempre que tento escrever sobre este assunto, o texto soa como ufanista. Mas é um tom apropriado para uma história memorável. Composta sobretudo de histórias individuais de coragem.

(…)

Os vagabundos que enfrentaram o regime militar com armas lutavam por uma ditadura pior. Nos obrigam a sustentá-los com nosso dinheiro. E passaram a vida brigando para por as patas no poder.

O dinheiro é meu; a liberdade é minha (27/09/2010)

(…)

Simplificando a coisa, existem duas formas de lidar o estado: a do caipira americano, que anda com um rifle embaixo do braço e vê com desconfiança qualquer iniciativa que venha do governo, e a do agricultor francês, que não planta um pé de alface sem subsídio.

Eu fico com a primeira opção. Só falta o rifle.

Convença sua mãe primeiro (27/04/2010)

(…)

A sociedade ocidental só é moralmente superior (um abraço, relativistas) porque resulta da maior revolução que já existiu: a sacralização da vida. Abrir mão desse valor é regredir na escala civilizacional.

Par[a] os amiguinhos aborteiros, a melhor solução já inventada é a do bom Olavo de Carvalho: apliquem o auto-aborto retroativo.

Ao que eu acrescento: ou vão convencer as suas mães primeiro.

Escute o que eu vou te dizer (18/02/2010)

(…)

Ê balancê balancê
Escute o que eu vou te dizer
A festa da Raça está em extinção
Vocês viram na televisão
Coitadinha da raça,
A raça do urubu (tomou no c…)
Tentou voar no Maraca legal
E caiu na geral

A canção acima foi composta em 1992, depois da morte de 3 torcedores do Flamengo. Parte da arquibancada do Maracanã caiu e eles foram pro saco.

Crueldade? Desumanidade? Delinquência? De maneira alguma. Futebol é pra isso. Nesta noite, esta bela canção voltou a soar no Maracanã. A minoria alvinegra se impôs. É o fim de uma era.

Favela! Favela! Favela!
Silêncio na favela!

(…)

A Vila Belmiro nos deixa perto o suficiente dos adversários para que eles possam ouvir nossos xingamentos, e vice-versa. Pois no último Botafogo x Santos, passei duas horas trocando os mais graves insultos com desconhecidos, que nada haviam feito de mal a mim.

(…)

Faz sentido? De maneira alguma. Mas o futebol serve para que nós, homens (as mulheres não compreendem a essência da coisa), extravasemos tudo de ilógico que carregamos, sei lá, desde as cavernas.

(…)

Assim como é simbólico que nosso ataque, com uma dupla abnegada, formada por um argentino e um uruguaio, tenha se sobressaído ao ataque flamenguista, formado por dois cariocas malandrões que um dia antes do jogo estavam curtindo o carnaval com uma (não a mesma!) prostituta qualquer.

Que morram todos: eles, as prostitutas e os torcedores do Flamengo.

PS: Gabriel, não se preocupe em apagar o blog, já fiz o PrintScreen de todos os posts citados.


Responses

  1. Se eu não vi nexo em nenhuma das declarações, eu sou insipiente, ou as ‘elucubrações’ são pueris?

    • Jackson, por favor, aprenda a escrever primeiro. Não há questionamento travestido de sofisticado que não perca legitimidade após erros de escrita.

      Em tempo (e em grafia consagrada): INCIPIENTE, e não “insipiente”.

      • Echeverria tirando o português que não esta sendo discutido. Não vi motivo para esta materia existir. A não ser denegrir a imagem do Jornalista da Veja…

      • Verdade. Absurdo questionar jornalista denunciando assessores parlamentares que acompanham atividades relacionadas aos mandatos para os quais trabalham, especialmente quando o jornalista é uma pessoam muito equilibrada e imparcial, além de sincera e despida de preconceitos ou qualquer sentimento negativo…

    • Hahaha! Engraçado, um reacionário analfabeto que nem conhece sua própria língua falando cagada a respeito de um jovem jornalista reacionário e conservador! Só o Brasil os conservadores são semi-analfabetos! Haha!!

  2. […] Tomaz JrNo Conexão Brasília Maranhão   Poderá também gostar de:   Deputado do PT homenageia o “maior grileiro do […]

  3. Sinceramente essa matéria não tem fundamento, terminou de dizer que os funcionários públicos pagos com o meu dinheiro, podem e devem fazer manifestação em horário de trabalho. Ainda devo mencionar que o ataque ao jornalista que escreveu a matéria na Veja, demonstra mais uma vez que a patrulha LGBT não tolera quem tem opinião contraria. Imagina vcs no poder, teremos um ditadura pior que a de Lenin.

    • Experimenta tomar no seu rabo, seu babaca filha da puta.

      • Fico impressionado com a capacidade intelectual e a inteligência emocional desses ogros. Em tempo, seu IP 178.194.201.184 está devidamente registrado, filhinho.

  4. Impressionante, Rogério. São monstrinhos mesmo!

  5. Esse post sem sentido só comprova a matéria da Veja, pois o blogueiro é assessor comissionado da Câmara e só fica aí escrevendo bobagem

    • Defensores do fanático dizerem que eu escrevo bobagem é até elogio para mim. Ficarei preocupado quando/se algum dia eu vier a escrever bizarrices como “Maomé, um pedófilo assassino” ou “Bush, uma figura subestimada”. E o post, caso você não tenha percebido, foi publicado na sexta-feira santa. Logo, seu patrulhamento não passa de estultice.


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