Publicado por: Rogério Tomaz Jr. | 21/03/2013

Patetice do dia (ou “O nível da turma do Sarney”)

Lendo pela Internet alguns “formadores de opinião” da imprensa maranhense, tem horas que a vontade é de chorar… de tanto rir.

Nesta quinta, o jornalista Gilberto Léda – também editor de política do jornal O Estado do Maranhão, da família Sarney – deu destaque, na forma de “Imagem do dia” no seu blog, ao gravíssimo fato de o presidente da Embratur usar uma camisa de marca Lacoste.

O “espanto” de Léda, que é historiador  (ou pelo menos cursou História), se deu porque Flávio Dino, ex-juiz federal, ex-deputado federal e professor universitário, é filiado ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

O presidente da Embratur certamente recebe um salário melhor do que um funcionário de Sarney, mas "comunista não pode usar grife"...

O presidente da Embratur certamente recebe um salário melhor do que um funcionário de Sarney, mas “comunista não pode usar grife”… (clique na imagem para ir ao post)

Na “lógica” do manual de redação do grupo de mídia do dinossauro – segundo a revista inglesa The Economist – Sarney, comunista come criancinha, só anda de barba por fazer, calçando chinelo de dedo, trajando calça rasgada e camisa de pano de estopa…

Uma camisa de grife que pode ser comprada por menos de 100 reais em qualquer shopping center de São Luís seria, segundo a turma do Sarney, a “prova” de que Flávio Dino é uma farsa até na ideologia professada…

Esse é o nível dos “formadores de opinião” da parcela da sociedade maranhense que apoia o domínio político do grupo Sarney. O pré-sal está mais perto. Coitado do Maranhão…

Termino por aqui para cuidar da câimbra nos músculos faciais que as excessivas gargalhadas me causaram.

PS: Gilberto Léda foi meu calouro no curso de Comunicação da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Pessoalmente, gosto muito dele. Mas lamento muitíssimo que tenha sido contaminado pela parvoíce de alguns colegas no duro ofício de defender a oligarquia Sarney e atacar toda e qualquer ameaça à hegemonia da família no estado. Jamais esqueço que, num encontro de estudantes em Salvador (BA), na Semana Santa de 2002, eu e Gilberto saíamos pelos espaços do encontro “cantando” uma palavra de ordem provocativa: “Roseana presidente! Só se eu for demente!”…

Gilberto, você não precisa disso…

PS2: Nessa mesma semana, Gilberto e outros colegas criticavam o “patrulhamento” por parte grupo liderado por Flávio Dino à imprensa e aos prefeitos do interior…


Responses

  1. Erecom ou Intercom 2002? Estávamos lá, mas não consigo lembrar desse Gilberto. Rogério, eu e você estamos cansados de saber que trabalhar para um jornal é trabalhar para atender o interesse político de alguém. E os nossos colegas seguem, cada um o seu rumo, com as escolhas que podem fazer. E a vida segue.. Espero que o Maranhão respire ares melhores. Abraço grande!


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