Publicado por: Rogério Tomaz Jr. | 08/10/2012

Che, Sandino e Zapata

A 9 de outubro de 1967, deixava o mundo para entrar na eternidade da história um argentino chamado Ernesto.

Eduardo Galeano, no seu “Os filhos dos dias” o coloca ao lado de um mexicano e um nicaraguense no texto que reproduzo abaixo.

8 de outubro

Os três

Em 1967, mil e setecentos soldados encurralaram Che Guevara e seus pouquinhos guerrilheiros na Bolívia, na Quebrada de Yuro. Che, prisioneiro, foi assassinado no dia seguinte.

Em 1919, Emiliano Zapata tinha sido crivado de balas no México.

Em 1934, mataram Augusto César Sandino na Nicarágua.

Os três tinham a mesma idade. Estavam a ponto de fazer quarenta anos.

Os três caíram a tiros, a traição, em emboscadas.

Os três, latino-americanos do século XX, compartilharam o mapa e o tempo.

E os três foram castigados por se negarem a repetir a história.

[Eduardo Galeano – Os filhos dos dias. L&PM Editores. Tradução de Eric Nepomuceno]


Responses

  1. Só faltou o outro integrante da Revolução Mexicana,, considerado pela mídia americana como bandoleiro – o cinema americano foi um dos responsáveis por essa pecha – refiro-me a Francisco Villa – Pancho Villa, tardiamente reconhecido como herói mexicano, cujo corpo está, finalmente no panteão dos heróis da terra de Juárez. Durango, estado do norte do México tem como lema: “Durango – la cuna de Villa”, por ser seu estado natal.


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