Publicado por: Rogério Tomaz Jr. | 29/07/2012

Site do Globo Esporte tira sarro de Diego Hypolito, mas comete erro bisonho

É tempo de Jogos Olímpicos. É tempo de reviver todos os sentimentos que os esportes oferecem à nossa experiência de vida.

Interessado em me informar sobre as chances de medalha do Brasil em várias modalidades além das quais eu aprecio, fui ler matéria sobre a ginasta Daiane dos Santos, uma das nossas grandes esperanças da última década.

O título também chamou a atenção e despertou a curiosidade: “Choro dá lugar ao samba, e Daiane tem última chance do pódio olímpico”.

Como jornalista, sou crítico nos textos que leio, mas reconheço o valor de bons conteúdos, especialmente quando fogem dos clichês, do senso comum e da visão “unidimensional”.

A matéria sobre Daiane pega um bom gancho, a seleção musical que a ginasta faz para suas apresentações.

Cita o autor de “Brasileirinho”, clássico imortal do nosso cancioneiro, e estabelece o elo da temporalidade com a atleta. Mas doeu ler que Waldir Azevedo nasceu em 1923 e, apenas cinco linhas depois, que foi morto em 1920!

Que falta faz um editor…

Erro simples, mas bisonho.

Que falta faz um editor e/ou mais atenção de quem escreve, hein?

Custou para seguir em frente e ler o resto da matéria, muito boa, aliás.

Em outra “notícia”, o mesmo GloboEsporte.com tira sarro de Diego Hypolito, que caiu na sua apresentação e ficou sem chance de medalha. Foi o “Mr. Bean do Dia” (personagem cômico inglês célebre por suas trapalhadas), segundo o portal esportivo “jornalístico” da Globo.

Sob uma foto do ginasta caído, a legenda: “A queda feia de Diego Hypolito lembrou o atrapalhado Mr. Bean em seus piores momentos”, com um logo do Mr. Bean “carimbando” a imagem. O site cruzou a linha do jornalismo e passou para o humor*. Lamentável.

GloboEsporte.com: jornalismo ou humor?

E a patacoada no texto sobre Daiane dos Santos, que rótulo poderia receber dos humoristas globais?

Afinal, GloboEsporte.com, deslizes olímpicos não são privilégios de atletas como Diego Hypolito, não é mesmo?

A propósito, o compositor Waldir Azevedo faleceu em 1980.

*A combinação – equivocada, sendo eufemista – de humorismo e jornalismo que parte da mídia brasileira (sobretudo a Globo, nos últimos anos) usa na cobertura esportiva não é muito bem vista por atletas estrangeiros, como o argentino Hernán Barcos e o uruguaio Loco Abreu, que já detonaram esta modalidade de “jornalismo”.


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