Publicado por: Rogério Tomaz Jr. | 30/01/2012

PSDB é o Sarney de São Paulo

Quando escuto alguém de São Paulo criticar o (povo do) Maranhão, por “se deixar governar” pela oligarquia Sarney por mais de quatro décadas, sempre respondo lembrando que a “locomotiva do Brasil” elegeu Maluf várias vezes, Celso Pitta, Serra, Alckmin, Kassab e muitos outros da escola na qual Sarney é catedrático.

No caso do governo estadual, o PSDB comanda São Paulo desde 1995, com exceção de um minguado ano de Claudio Lembo (2006), do PFL/Democratas, o liberal que não teve constrangimento ao afirmar que “a burguesia é cínica e perversa”, enquanto ocupava o Palácio dos Bandeirantes (clique aqui).

Na oligarquia tucana, não faltam escândalos de corrupção tão volumosos quanto a riqueza do estado, tão cantada pelos políticos emplumados e seus porta-vozes midiáticos.

A folha corrida dos tucanos paulistas consumiria algumas boas toneladas de celulose para ser impressa. Nomes como Alstom, Metrô, Nossa Caixa, Eletropaulo, Banespa, Rodoanel, pedágios e outros poderiam ser os capítulos de uma ampla e complexa teia de maracutaias que nunca emergiram ao conhecimento da sociedade graças a, basicamente, três fatores: incompetência e/ou omissão do Ministério Público; proteção midiática nas diversas operações para “abafar” os casos e, sobretudo, leniência ou cumplicidade do Judiciário estadual, parceiro extremamente confiável, como mais uma vez pudemos comprovar, no episódio Pinheirinho.

A exemplo de Sarney no Maranhão (e no Amapá, desde 1990), o PSDB controla os principais polos de poder político, no âmbito do poder público e fora dele: Executivo, Legislativo, Judiciário, mídia e economia.

O povo paulista não pode reclamar dos maranhenses. O PSDB é o Sarney de São Paulo. Ou melhor, para o povo inconformado, é preciso protestar e lutar contra os dois.

Geraldo Alckmin e Sarney: a oligarquia e o mandonismo

PS: em termos conceituais, sou adepto do saudoso José Ribamar Chaves Caldeira, sociólogo maranhense que defendeu (junto com outros pesquisadores) a tese do “mandonismo”, que se diferencia do conceito tradicional de oligarquia pela importância da figura do “mandão”, a personalidade preponderante em torno da qual se organiza um determinado bloco histórico de poder. ACM na Bahia é (era) o outro grande exemplo do mandonismo no Brasil. O PSDB em São Paulo é o exemplo perfeito de oligarquia mesmo.

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Responses

  1. Pode crer! Exatamente o que estávamos pensando aqui, eu eBruno Barata… Abração!

  2. Comparar o PSDB de São Paulo, que tem os políticos mais honestos, cito, Geraldo e Serra, e que realmente fazem ter sentido a palavra “política”, com José Sarney e seus seguidores, é no mínimo não ter conhecimento, e nem ter a capacidade intelectual para discernir e perceber diferenças entre ideologias políticas, lavem a boca, antes de falar bobagens sobre o PSDB paulista.

    • O legal é que os tucanos têm um senso de humor único. Absolutamente inigualável! rsrs


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