Publicado por: Rogério Tomaz Jr. | 11/01/2012

Viva à luta dos povos indígenas! Viva à memória de Chicão Xukuru!


Responses

  1. Grande Rogério, como vai meu amigo? Seus textos de vez em quando me movem a escrever. E isto ocorre quando lembranças rolam. Da última vez te falei aqui sobre Chico Science, Mundo Livre e Mangue que tive o prazer de ver, viver e caminhar naquele início de movimento e sua identidade com nossa luta pela Democratização da Comunicação.

    Hoje vejo você falar de Chicão Xucuru. Fala do Cacique Chicão. Tive o prazer de conhece-lo em 1990. Fui chamado com outros companheiros para montar uma Coordenação Pastoral no então Colégio Nóbrega. Você sabe que minha militância nasceu na Igreja Progressista. Junto a Dom Helder, Padre Reginaldo Veloso (pároco do Morro da Conceição – das CEB´s) e tantos outros. Daí veio o convite.

    A única coisa que exigimos foi liberdade para trabalharmos como sabíamos e acreditávamos. Pregar um Cristo Libertador que queria seus filhos tendo Vida em Abundancia. Buscar a construção do Reino de Deus aqui na Terra. E para construirmos isso precisávamos organizar os estudantes, professores e funcionários e juntos lutarmos por este Reino.

    Lembro que uma de nossas primeiras ações foi no tradicional dia do Índio. Todos os Colégios faziam as crianças se vestirem de Índios e dançarem pros Pais. Numa encenação linda. Porém irreal.

    Procuramos na época o então comprometido CIMI (Conselho Indigenista Missionário) que na época tinha gente ainda do tempo de Dom Helder e eles fizeram a ponte com os Xucurus para que trouxéssemos o Cacique Chicão para o Nóbrega para contar a verdade sobre a vida indígena no Brasil e denunciasse a ameaça de morte que estava sofrendo pois organizava a época o povo Xucuru e outras Tribos. Neste Debate chocamos o povo!!! Um Índio de verdade falando histórias reais que nada tinham a ver com as belezas tradicionais contadas com preconceitos e mentiras.

    Daquele dia em diante passamos a ter uma relação maior. As lutas se afinaram mais. Quando soube da morte de Chicão. Só me lembrava daquele debate. No mesmo dia quando o anuncio tomou o Brasil recebi uma ligação de um amigo que a época trabalhava comigo e até hoje mora em Curitiba. Me enviou um vídeo do Debate na época para encaminhar ao povo Xucuru e Polícia Federal. Tenho esta fita até hoje.

    Prometo depois deste seu belo texto digitalizar este vídeo e disponibilizar para quem quiser ver e enviá-lo. Pode Cobrar.

    Abraços Fraternos e de Luta

    Odilon Lima

    • Grande odilon! Fiquei tomado de emoção ao ler seu relato. Infelizmente não conheci o cacique Chicão. Mas, através da energia que o filho dele expressou naquele FSM-2005, sinto como se tivesse conhecido o Chicão, e por isso sinto muito a falta dele. Vou lhe cobrar esse vídeo. Estarei aí no carnaval novamente e se você quiser/puder me dar uma cópia para eu digitalizar aqui, será com honra e prazer que farei isso. Grande abraço!

  2. Roger, definitivamente, suas linhas têm a capacidade de transportar o ser humano. De remeter o homem ao presente dos fatos, participar das imagens passado e projetar o futuro, sem limites. E uma onda de emoçao, de imagens descritivas, de movimento e de objetividade a cada paragrafo. Uma fluidez in cri vel! Bem comparando, a uma boa partida de bola, em que todo mundo sai ganhando.
    Além dos temas relevantes que vc dedica ao mundo e à humanidade, a forma como vc escreve me surpreende a cada post. Toca nao somente a alma, mas afeta positivamente o inconciente. Privilegio/intuiçao de poucos, conhecer a escrita a nivel sublime. Espero um de seus livro em breve. Love, Tt.

  3. […] [Veja a página especial sobre o caso, com todas as notícias sobre o assunto] […]

  4. […] [Veja a página especial com todas as notícias sobre o assunto] […]

  5. […] e o Ministério Público Federal possam apurar todos os detahes dessse crime contra os Awá-Guajá. [Veja a página especial com todas as notícias sobre o assunto] […]

  6. Rogério,

    Meus sinceros respeitos pelo que você significa na nossa luta.

    Que continue assim, gentil e duro. Como o bambu. Que o vento e a tempestade pode até envergar, mas quebrar jamais.

    Parabéns amigo e que os movimentos de direitos humanos tenham a sorte de poder continuar contando sempre contigo.

    Marcos Rezende


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