Publicado por: Rogério Tomaz Jr. | 23/12/2011

Líder quilombola marcado para morrer no Maranhão

Do jornal Vias de Fato:

www.viasdefato.jor.br/index.php?option=com_content&view=article&id=962

Quilombola marcado para morrer

Uma semana depois de denunciar que o poço da comunidade em que mora foi criminosamente envenenado, o Sr. José da Cruz, liderança quilombola de Salgado, Pirapemas-MA, denuncia que dois pistoleiros foram até o quilombo para matá-lo, seu José só escapou porque não estava em casa.

No dia 16 de dezembro, seu José da Cruz acompanhado de José Patrício outro morador do quilombo de Salgado, participaram em São Luís, de uma entrevista coletiva realizada pela Comissão de Direitos Humanos da OAB, onde foi denunciado que no dia 04.12.2011, os dezoito animais que ele criava para seu sustento, foram envenenados e mortos, e que no dia 14.12.2011 o poço que a comunidade utiliza foi envenenado para matar quem bebesse da água.

Os trabalhadores rurais trouxeram mostra da água para análise e os depósitos de veneno encontrados dentro do poço.

Os acusados de toda essa violência são dois homens – Ivanilson Pontes de Araújo e seu pai Moisés Araújo que desde 1982 travam um conflito possessório com a comunidade. Em outubro  de 2010, o juiz da Comarca de Cantanhede concedeu manutenção de posse em favor das famílias, no entanto, os dois acusados insistem em desrespeitar a ordem judicial.

Durante a entrevista coletiva, José Patrício denunciou que Ivanilson o teria ameaçado dizendo que se ele e outros moradores da comunidade continuassem a fazer roças iriam “pagar caro” por isso.

A situação é ainda mais preocupante, porque há dois dias a delegacia de Pirapemas está fechada e os quilombolas não conseguem registrar qualquer ocorrência policial. Além de tudo isso, o escrivão de polícia foi visto dirigindo o carro de um dos acusados.

Comunidade quilombola de Itapecuru-Mirim, Maranhão. (Foto: Fórum Carajás)


Responses

  1. A comunidade negra brasileira precisa se unir. Montar e treinar milícias de defesa, pois já é sabido que este “Estado” tem pessoas que se acham seu dono, e sempre resolvem as coisas pelas suas próprias “leis”, e seu senso de justiça está completamente comprometido com a vontade o poder local.
    Visto que a ausência do Estado já sentida nos centros urbanos, quiçá nos confins do Brasil.
    Os negros brasileiros tem que se preparar para se defenderem, pois as comunidades negras e quilombolas são alvos constantes de ataque, tendo seus líderes ameaçados e assassinados em diversas partes do país sem que as autoridades tomem atitudes concretas, quando não estão completamente alinhadas aos interesses dos poderosos locais.


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