Publicado por: Rogério Tomaz Jr. | 12/10/2011

Aos que criticam o rótulo de PIG – à direita e à esquerda

Partido da Imprensa Golpista (PIG) é um termo criado pelo deputado federal Fernando Ferro (PT-PE) para se referir à mídia antipetista e opositora – como certa vez assumiu, inclusive, a presidente da Associação Nacional dos Jornais (ANJ) – ao governo Lula.

O termo é apenas um rótulo que ganhou notoriedade na blogosfera graças ao Conversa Afiada, do Paulo Henrique Amorim, que construiu sua carreira nos veículos do PIG, vale lembrar.

Como todo rótulo, é impreciso e redutor por natureza.

Algum veículo tentou executar algum golpe de Estado durante o governo Lula? Provavelmente não, embora o passado da quase totalidade da atual grande mídia tenha reivindicado, defendido, sustentado e colaborado com a ditadura civil-militar que nos sufocou entre 1964 e 1985.

Os veículos antipetistas atuam como partido? Essa é uma questão filosófico-política que pode ser debatia ad nauseum em mesa de bar.

A questão que os detratores do rótulo – tanto à esquerda quanto à direita no espectro político – não conseguem (ou não querem ou não aceitam) perceber é que PIG não pretende ser uma categoria sociológica ou um conceito assentado numa teoria infalível.

Quem usa o PIG para criticar alguns meios de comunicação quer apenas isso: criticar algum ou um conjunto de meios de comunicação que, se não conspiram para derrubar o governo, golpeiam diariamente os princípios e valores que o jornalismo, por via da tradição, transformou em instituições: objetividade (a maior possível) e honestidade nas posições (sejam elas quais forem), que é outra forma de se dizer transparência.

Assim, seja PIG, seja mídia burguesa, seja imprensa conservadora, seja mídia corporativa/capitalista/comercial/reacionária ou qualquer outro termo, viva à liberdade de uso dos rótulos e abaixo à hipocrisia sociológico-moralista de um lado e à cegueira acrítica de outro.

E, claro, abaixo ao PIG!

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Responses

  1. O “Rótulo” é a única sáida para os “sem argumentos”.

    • Não, Enio. Os melhores argumentos são os atentados ao jornalismo cometidos diariamente pelo PIG.


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