Publicado por: Rogério Tomaz Jr. | 14/07/2011

Eduardo Galeano: por que vale a pena viver

Por conta de um projeto pessoal, procuro acompanhar tudo que é publicado na Internet de e sobre Eduardo Galeano, escritor e jornalista uruguaio que é autor de obras que inexpurgáveis da mente e do coração de quem as lê, tais como “As veias abertas da América Latina”, a trilogia “Memória do Fogo”, “O livro dos abraços”, “Futebol ao sol e à sombra”, “Espelhos: uma história quase universal”, entre outros.

Vári@s amig@s me indicaram um vídeo recente, com um bate papo informal com Galeano no meio da rua em Barcelona, durante uma manifestação contra o governo espanhol. Por um motivo ou outro, demorei a assisti-lo e só o fiz nesta madrugada, entrando quinta-feira dentro.

Imperdível. Sobretudo para quem tem tem, além de neurônios, coração.

Eduardo Galeano em Barcelona – maio/2011

Em tempo: Galeano foi obrigado a sair do Uruguai em 1973, quando os militares locais resolveram pôr ordem na democracia local. Foi para Buenos Aires, mas os gorilas argentinos usurparam o poder em 1976 e o jornalista que tinha o mal hábito de defender ideias populares e “subversivas” teve que partir para o exílio na Espanha, onde viveu até 1984, quando regressou ao seu país.

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Responses

  1. Pois é, vemos muitas pessoas com excelentes neurônios à nossa volta, mas que, infelizmente, parecem não se lembrar que também têm coração.

    É, realmente, imperdível. Como uma boa viagem à Argentina e ao Uruguai. Aproveite!

    Beijos,

    Gabi

  2. Com ENTUSIASMO. Sou um palpiteiro, também! Nada melhor que palpitar o desejo do melhor que a vida pode oferecer a todos. Mas e depois? Viver eternamente, esta é nossa sina. A vida é eterna e independe da vontade de “todos aqueles que aí estão atravancando meu caminho, eles passarão… eu passarinho! – Mario Quintana”.

    Sete Pecados

    A luz engoli a sombra
    Saciada, apaga-se
    Eu tenho gula e não comi Belzebu
    Eu tenho luxúria e não apeguei Asmodeus
    Eu tenho inveja e não desejei Leviatã
    Eu tenho ira e não amei Azazel
    Eu tenho ganância e não cobiçei Mammon
    Eu tenho soberba e não satisfiz Lúcifer
    Eu tenho preguiça e não servi Belphegor
    Neste meu voluntário exílio
    Conscientemente me moldei
    Afastado dos demônios
    Distante de influências
    Cultivei meus próprios pecados
    Não contaminado
    Hoje, liberto
    Num renascer das sombras
    Devolvo toda sombra que engoli
    Aliviado, sou lucífero

  3. Ay, que a tradução e as legendas tem umas falhas “espantosas”, mas que delícia ouvir Galeano falar assim, na mesma altura que a gente, né!! Adorei!

  4. Emocionante o vídeo. Justa homenagem, Rogério

  5. !Que pasada! Una perla el alma de Galeano, de verdad.
    Vale la pena vivir y leer tus escritos, mi amigo, sin duda.
    Gracias, Roger.


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