Publicado por: Rogério Tomaz Jr. | 28/04/2011

Poesia do Dia (12) – Manoel de Barros

Hoje é dia do mais deslinear dos poetas, Manoel de Barros, “o Guimarães Rosa da poesia”, dele já disseram.

D’O Livro das Ignorãças:

Segundo Dia

2.1

Não oblitero moscas com palavras.
Uma espécie de canto me ocasiona.
Respeito as oralidades.
Eu escrevo o rumor das palavras.
Não sou sandeu de gramáticas.
Só sei o nada aumentado.
Eu sou culpado de mim.
Vou nunca mais ter nascido em agosto.
No chão de minha voz tem um outono.
Sobre meu rosto vem dormir a noite.

"Noventa por cento do que escrevo é invenção. Só dez por cento é mentira". Manoel de Barros

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