Publicado por: Rogério Tomaz Jr. | 12/04/2011

Poesia do Dia (8) – Thiago de Mello

Ninguém me habita

(Thiago de Mello)

Ninguém me habita. A não ser
o milagre da matéria
que me faz capaz de amor,
e o mistério da memória
que urde o tempo em meus neurônios,
para que eu, vivendo agora,
possa me rever no outrora.
Ninguém me habita. Sozinho
resvalo pelos declives
onde me esperam, me chamam
(meu ser me diz se as atendo)
feiúras que me fascinam,
belezas que me endoidecem.

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Responses

  1. […] “Poetas da América de Canto Castelhano”, selecionada e traduzida pelo amazonense Thiago de Mello, “o poeta da floresta”, e publicada pela editora Global em […]


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