Publicado por: Rogério Tomaz Jr. | 19/02/2011

Minha estreia como colunista esportivo

Decidi que seria jornalista aos 10 anos de idade, quando começei minha coleção de Placar e senti que poderia (e gostaria muito) de escrever aqueles textos sobre futebol.

O tempo passou, abraçei o basquete como esporte preferido, ao qual me dediquei intensivamente, enquanto atleta, por 13 anos, e o curso de Jornalismo veio após uma curta passagem pelo de Ciências da Computação, ambos na UFMA (Universidade Federal do Maranhão). Felizmente, abandonei Computação antes de derreter o cérebro nas aulas de Cálculo.

Em menos de um ano de curso, porém, perdi qualquer centelha de desejo de trabalhar nas redações da mídia comercial. Diante do que faziam (e continuam fazendo) os meios de comunicação comerciais, salvo exceções, eu havia optado por adotar o jornalismo como minha ferramenta de transformação social.

Continuo com o mesmo pensamento. Entretanto, nos últimos anos, tenho ampliado o leque de temas sobre os quais escrevo. O esporte, obviamente, é um deles. A prazerosa sensação é de voltar ao passado, à infância e à adolescência.

Depois de algumas colaborações esporádicas para um dos melhores blogs de futebol no país do futebol, o Impedimento, começei a “carreira” de colunista de basquete no site Bulls Brasil, feito por e para torcedores do Chicago Bulls, time da NBA consagrado por Michael Jordan na década de 90.

Abaixo segue o primeiro texto, publicado neste sábado, 19/2.

http://bullsbrasil.wordpress.com/2011/02/19/coracao-dos-bulls-bate-forte-novamente

Coração dos Bulls bate forte novamente

Derrick Rose: coração forte nos Bulls (Foto: Gary Dineen/NBAE)

Os torcedores do Chicago Bulls foram mal acostumados. O sentimento provocado por uma dinastia como a de Michael Jordan, Scottie Pippen, Phil Jackson & Cia. é algo que não se separa da alma e tampouco se apaga da memória.

*Enviado pelo leitor Rogério Tomaz Jr.

Escrevo estas linhas ainda extasiado com a exibição de gala que Derrick Rose e seus companheiros proporcionaram contra os Spurs, encerrada há poucos minutos.

A partida, disputada no United Center na noite do aniversário de Michael Jordan, tinha tudo para ser um páreo duríssimo para os Bulls, que ainda não contam com o retorno de Joakim Noah para reforçar o jogo no garrafão.

A determinação, o ritmo forte e a consistência do armador de Chicago, entretanto, suplantaram a experiência, o entrosamento e a frieza da equipe de melhor campanha da NBA até o momento. A partida esteve sob controle do time da Windy City durante os 48 minutos e os visitantes estiveram à frente no placar em poucos momentos.

Luol Deng (19pts/7reb/5ast/2blk) e Carlos Boozer (15pts/6reb) deram suporte à magistral atuação de Rose, que alcançou sua maior pontuação na carreira (42pts) e ainda distribuiu oito assistências e apanhou cinco rebotes, em 38 minutos jogados. Nos derradeiros minutos o jovem armador ouviu o grito do ginásio em uníssino: “MVP! MVP! MVP!”. E ao final do jogo a torcida o aplaudiu de pé, gesto que foi seguido por alguns colegas do time.

Em princípio, quem olha o plantel dos Bulls, muito limitado em talento e carente em várias posições, não consegue acreditar que eles ostentam a quinta melhor campanha da liga (38v-16d, 70,4% de aproveitamento). Antes do início da temporada, nem mesmo o mais otimista torcedor poderia imaginar estes números, ainda mais com o pivô titular fora da equipe durante quase todo o torneio.

Qual o segredo de tal êxito? No esporte de alto nível, uma das possíveis respostas a esse questionamento leva o nome do nosso órgão vital: coração!

Derrick Rose está demonstrando possuir um coração do tamanho das glórias de sua equipe e tão forte quanto os anseios da torcida por um novo título. Sua atitude em quadra contagia os companheiros, empolga os fãs e desperta o respeito e a admiração dos adversários.

Já queimaram a língua muitos analistas céticos quanto à continuidade do desempenho de Rose nas primeiras semanas da temporada. O jovem de 22 anos é candidatíssimo ao prêmio de Most Valuable Player do ano.

Até onde o Chicago Bulls pode chegar? Eles serão capazes de destronar os Celtics e/ou superar o esquadrão do Heat? O tempo dirá, mas não é recomendável duvidar desse time. O espírito de vencedor está ressurgindo.

PS: É impressionante a evolução de Derrick Rose nesta temporada em relação á anterior. Em pontos, saiu de 20.8 por jogo para 24.5. Também aumentou a quantidade de assistências (6 para 8.2) por partida, embora esteja cometendo mais erros (2.78 para 3.56). E a melhora nos arremessos de 3 pontos é expressiva. Nos dois primeiros anos, Rose havia acumulado 32 cestas do perímetro, em 132 tentativas (24,2% de acerto), ao longo de 159 partidas. Este ano, em 52 jogos, o #1 do Chicago acertou 81 bolas em 224 arremessos (36,2%). No jogo de transição e no um contra um, é praticamente unstoppable. Com o vigor físico e a garra que demonstra, se continuar aperfeiçoando o arremesso longo e diminuir os erros forçados, Rose poderá se tornar o armador mais dominante da liga nos últimos trinta anos e até reinventar a posição.

*Rogério Tomaz Jr., 34, é jornalista, apaixonado pelo basquete e torcedor do Chicago Bulls, que acompanha desde 1988, com as primeiras transmissões da NBA no Brasil. Faz seus arremessos de vez em quando, mas o joelho não ajuda na defesa.

19/fevereiro/2011

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