Publicado por: Rogério Tomaz Jr. | 13/10/2010

Nesta quarta em Brasília: palestra de Baltasar Garzon, o juiz que colocou Pinochet na prisão

Nesta quarta-feira (13), a partir das 19h, no anfiteatro 12 do ICC Norte, na Universidade de Brasília (UnB), o juiz espanhol Baltasar Garzon dará palestra aberta ao público.

A atividade é organizada pelo Núcleo de Estudo para Paz e os Direitos Humanos (NEP), da Faculdade de Direito da UnB.

 

Garzon: perseguido por lutar pela justiça

 

Garzon é conhecido por ser um intransigente defensor da Justiça e dos direitos humanos.

Atuou intensamente nos processos de investigação dos crimes envolvendo os desaparecidos da Guerra Civil espanhola, o tráfico de drogas, os grupos de extrema direita, as ações dos grupos separatistas na Espanha e os anos da ditadura do general Francisco Franco.

E adquiriu notoriedade internacional por sua decisão que levou o ditador chileno Augusto Pinochet a ficar detido em prisão domiciliar durante 503 dias, quando este deixou o Chile e foi à Inglaterra realizar tratamento médico, em 1998.

Ironicamente, vale lembrar, o ditador (inspirador ideológico do atual presidente Sebastian Piñera) faleceu exatamente num 10 de dezembro (2006), Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Atualmente, Garzon enfrenta a perseguição de outro juiz, Fernando Varela, por sua obstinação em investigar os crimes de Franco. Perguntar não ofende: seria esse Varela um viúvo da ditadura franquista? No Brasil, são incontáveis as viúvas e os viúvos da nossa última — ou apenas mais recente? — ditadura.

Em solidariedade a Garzon, foram organizadas manifestações petições e várias favoráveis a ele, em diferentes regiões do mundo.

No Brasil há vários magistrados que sofreram represálias por conta de sua ação a favor da Justiça, mas contrária aos interesses de gente poderosa.

De memória, lembro fácil de Jorge Moreno, juiz aposentado compulsoriamente pelo Tribunal de Justiça do Maranhão por desagradar a oligarquia Sarney,  e de Fausto De Sanctis, juiz federal que “ousou” determinar a prisão do banqueiro condenado Daniel Dantas, fato que desagradou sobremaneira um pecuarista chamado Gilmar Mendes.

*****

:: Mais informações sobre a palestra de Garzon na UnB: clique aqui.

:: Mais informações sobre a perseguição ao juiz Garzon: clique aqui.

:: Excelente artigo da pesquisadora Maria Jandyra Cavalcanti sobre Garzon: clique aqui.

 

Manifestações públicas de apoio a Garzon

 

 

Pinochet e Hitler, dois dos maiores assassinos da história da humanidade

 

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Responses

  1. Pinochet nunca fue encarcelado.

    • Pinochet ficou em prisão domiciliar na Inglaterra. O que ele não experimentou, infelizmente, foi ver o sol nascer quadrado numa cela de prisão.


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