Publicado por: Rogério Tomaz Jr. | 06/08/2010

Para quem chama Skol, Brahma e Antarctica de cerveja

[Como hoje é sexta-feira e estou de férias na Cidade Maravilhosa, resolvi escrever sobre um tema que já martelava minha cabeça há algum tempo.]

Costumo dizer entre amigos que a cerveja padrão brasileira é água com arroz e milho.

Quando falo em cerveja padrão, refiro-me ao trio da Ambev (Skol, Antarctica, Brahma) e suas concorrentes (Nova Schin, Kaiser e tantas outras), todas do tipo pilsen, criada na cidade tcheca do mesmo nome.

Não é desprezo puro, só um pouco, confesso, pela péssima qualidade das nossas “loiras geladas”. É uma constatação, ainda que compreensível, o que não quer dizer perdoável.

Para manterem o lucro elevado — com um preço acessível —, ainda mais num mercado onde a concorrência cresce cada vez mais, as grandes fábricas abrem mão da qualidade, da sofisticação, dos ingredientes especiais e das combinações que tornam a cerveja uma bebida tão complexa e adorável.

Felizmente, as opções de cervejas especiais – artesanais, importadas e de microcervejarias – estão aumentando rapidamente no Brasil.

Pessoalmente, prefiro gastar um pouco mais e saborear uma bebida deliciosa, que instiga o paladar e até o olfato, a engolir litros de água com arroz e milho da Ambev e suas concorrentes mais diretas. Vale dizer, porém, que a Ambev produz algumas ótimas cervejas, a linha especial da Bohemia (Weiss, Confraria, Escura e Oaken), sobretudo.

A cerveja é quase tão antiga quanto o vinho. E arrisco-me a dizer — embora não seja especialista em nenhuma das duas bebidas — que possui uma diversidade de sabores bem maior e complexa do que o maravilhoso néctar de Baco e Dionísio.

Guinness (Foto de Vinícius Pinheiro)

Poderia me estender sobre esse tema e ele certamente renderá outros textos, mas tenho que sair, aproveitar o sol e, claro, tomar uma cerveja gelada (essa aí da foto ao lado) — mas não “estupidamente” gelada, porque, ao contrário do que o senso comum diz, a temperatura muito baixa prejudica o nosso paladar.

Mesmo com o calor infernal em algumas cidades, as cervejas estupidamente geladas servem mais para esconder o verdadeiro (e ruim) sabor das nossas pilsen de péssima qualidade do que para refrescar. Pense nisso.

E experimente uma cerveja de verdade. Infelizmente, são as mais caras das prateleiras do supermercado.

A dica é o excelente blog Hummmmm, Cerveja, do Rodrigo Tozzi. Se você quiser aprender mais sobre essa bebida maravilhosa, não deixe de passar por lá e se inscrever para receber as atualizações.

Abaixo segue um texto muito interessante, especialmente para quem não se contenta apenas com as nossas cervejas pilSEM GRAÇA.

E veja também o álbum do Vinícius Pinheiro com algumas das mais saborosas cervejas do mundo. Dá água na boca só de olhar… deixa eu correr… tchau!

http://www.flickr.com/photos/vineco/sets/72157624329950085/with/4775828743/

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domingo, 25 de julho de 2010

La Ronda #26: Una receta audaz…

Blog excelente sobre a melhor bebida do mundo

“Use sua imaginação e crie uma receita totalmente audaz, sem precedentes, capaz de deixar os mais puristas escandalizados.”

Complicado? Meu amigo Manzapivo caprichou nessa…

E eu que tinha achado que a última Ronda tinha sido a mais difícil de se responder…

Pensem bem: cerveja com leite?? Existe. Cerveja feita com a água do mar? Existe. Cerveja com mel, cerveja com café, cerveja com chocolate? Sim. Cerveja defumada, cerveja para cachorro? Existem também. Qual tipo de cerveja ainda não foi inventado??

Mas desafio aceito, vamos em frente.

Pra começar, sempre gostei de cervejas mais complexas, tanto no aroma quanto no sabor, e por morar num país como o Brasil, fonte quase inesgotável dos mais variados sabores e cheiros, penso em várias possibilidades de cerveja com sabores nativos.

Que tal uma espécie de “Lambic amazônica”, utilizando o fruto do guaraná, por exemplo? Ou talvez numa Brown Ale com castanha-do-pará, ou quem sabe uma Red Ale com goiaba

Para desespero dos tradicionalistas defensores da Lei de Pureza de 1516, que tal uma cerveja de trigo, mas com adição de frutas, como manga. Combina, não acham?? Ou quem sabe uma porter com adição de coco queimado?

Enfim, são tantas as cervejas, tantas as opções de ingredientes, que ficaria aqui um mês inteiro escrevendo – e isso porque fiquei restrito só aos ingredientes made in Brazil…

Mas e vocês? Qual seria a sua receita fabulosa de cerveja?

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Responses

  1. É uma pena que você não vá, desta vez, conhecer a Matumbier, feita com água de nascente da localidade Matumbo, na serra de Casimiro de Abreu.
    “Inté mais vê”!

  2. Pena você não estar por aqui! Mas está perdoado. Pensei em tomarmos aquela gelada depois do jogo da seleção de basquete no Nilson Nelson. Aquele abraço e aproveite os dias de descanso.

  3. Rapá, pra escrever esse texto tu tinha que me consultar primeiro.

    Muito bom o texto. De todas as cervejas que já tomei(e ja foram muitas), cito algumas inesquecíveis:
    AMERICNAS CHOICE, na saída do treino de basquete na AABB, em Fortaleza, junto com o Afonso, do Lourenço Filho;
    Os CHOPS da cervejaria em Brasília que tu me levou uma vez;
    A EDINGER, que foi o meu “champagne” numa virada de ano com Cybelle;
    As já populares BOHEMIA, HEINEKEN, ANTARTICA ORIGINAL;

  4. olá, eu sou paulo roberto, a melhor cerveja a ser saboreada é aquela quando a pessoa está no bar e péde a cerveja ela vem soltando aquela fumaçinha e que se segurar no meio congela,pois bem aí que é uma boa cerveja, ah e que ela venha do fundo do freezer .ok,visite meu blog, tenhos posts interessantes, http://www.paulobaena.wordpress.com

    • Se depois de um comentário desse que prova que o senhor não sabe nada sobre cerveja, como quer que alguém leia o seu blog e ache algo interessante? Nem me darei ao trabalho de abrir o link.

      • Continue bebendo Skol e achando que bebe cerveja. Opção legítima sua.

  5. Pra quem tem dinheiro suficiente pra dizer que Skol, Brahma e Antarctica não são cerveja, parabéns. Tem gente que não tem.

    • Beba menos, beba melhor.

  6. Já que todo mundo ai entende de cerveja vai ai minha pergunta. Qual a diferença entre a Brahma e as outras cervejas (Skol, Heineken e Budweiser)??? Por que dessa pergunta, o que acontece com migo é o seguinte, sempre consumi qualquer tipo de cerveja inclusive artesanal e nunca tive problema (Passar mal). Mas de um tempo pra cá venho obeservando que quando bebo Brahma principalmente latão passo muito mal, parece que ela não faz digestão, fica revirando no estomago até eu passar mal. Quando bebo outras cervejas como Skol, Heineken ou Budweiser nas mesmas quantidades ou até mais, não acontece nada, fico normal, não passo mal e nem tenho muita ressaca. Já me falaram devido o teor alcoólico da Brahma ser maior que o da Skol mas a Heineken tem um teor maior que que o da Brahma. Acredito que deve ser algo na fabricação. Se alguém souber responder e puder me ajudar. Obrigado!


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