Publicado por: Rogério Tomaz Jr. | 29/07/2010

Arnaldo Jabor “esquece” de citar Sarney ao comparar o Maranhão ao Afeganistão

As ideias para esse texto surgiram do amigo (e exemplo de vida – clique aqui para conhecer) e grande comunicador popular Tarcisio Chaves, de Itapecuru-Mirim(MA).

A semana tem sido pródiga em mostrar ao Brasil a “coragem” dos grandes ícones da nossa direita mais reaça.

Depois do Diogo Mainardi anunciar que vai embora do Brasil, com medo de ser preso, agora foi o Arnaldo Jabor que comparou o Afeganistão ao Maranhão, mas, coitado, não conseguiu se lembrar do nome da família que domina o estado há mais de 40 anos.

Vale dizer que o supracitado é um cineasta fracassado, escritor mediano (bem ao gosto do senso comum ilustrado) e comentarista televisivo celebrado por muita gente, especialmente da direitona que adoraria ver os milicos ocupando as ruas novamente.

Em sua coluna do Jornal da Globo (na terça, 27/7 — no site está nos vídeos do dia 28/7), o telejornal do fim da noite, Jabor falou sobre os “donos do Maranhão” que “vivem do Brasil para sustentar seu patrimônio”. O vídeo no Youtube segue abaixo e também pode ser acessado no site do Jornal (clique aqui).

Disse também que o estado brasileiro e o país asiático são “territórios devastados por séculos de atraso, dificílimos de civilizar”.

“Nenhuma das duas regiões é democrática. São divididas em feudos ou tribos. Lá e cá o poder não serve à sociedade. A sociedade é que serve ao poder”, prosseguiu um dos muitos candidatos que tentou encarnar, sem sucesso, o novo Paulo Francis.

A propósito de criticar — com razão — a decisão esdrúxula do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) de não reconhecer a validade da Lei da Ficha Limpa, desacatando orientação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), inclusive, Jabor mira firme no alvo, mas não puxa o gatilho:

— Lá os ficha-sujas mandam. Aqui também. Ambos países ocultam criminosos. Lá, o Bin Laden. Aqui… (nesse momento, Jabor se cala, abre os braços e faz cara de contrariado, como quem tem vontade de dizer algo, mas não pode).

Io sono un grande stronzo!

Jabor nunca teve pudor de associar ao crime e ao autoritarismo o PT, o MST e outros atores da esquerda. E já defendeu abertamente o impeachment de Lula.

Curiosamente, não teve memória (ou coragem ou independência?) suficiente para lembrar de citar o nome da família Sarney nesse comentário tão duro.

Seria receio de processo judicial? Censura dos seus patrões globais (sócios do Sarney, que é dono da afiliada da TV Globo no Maranhão, a TV Mirante — palavra que é anagrama de “mentira”)?

Ou ele vai se agarrar à conveniente tese do “ao bom entendedor, meia palavra basta”, caso seja questionado por esse “lapso” de memória?

Como lembrou o Tarcisio, Jabor também poderia listar outros elementos na sua comparação:

– No Afeganistão, os talebans cultuam a barba. No Maranhão, a família Sarney e seus asseclas cultuam El Bigodón.

– No Afeganistão, (diz-se) os talebans comandaram a derrubada das Torres Gêmeas. No Maranhão, a família Sarney comandou a derrubada da democracia, com a cassação do governador eleito (Jackson Lago) e a imposição da governadora biônica, colocada no Palácio dos Leões graças ao voto de quatro juízes.

Cão que ladra, mas não morde, dirão alguns sobre o comentarista do Jornal da Globo, também chamado de “Jaborto” ou “Jabobo da corte”. O certo é que El Bigodón, Roseana e o resto da sarneyzada devem ter dado boas risadas assistindo ao vídeo.

Jamais terei 1% de visibilidade do Jabor, mas espero nunca ter que sofrer a humilhação de chegar perto dos 70 anos e ter que engolir uma censura do meu chefe ou, pior,  me autocensurar. Questão de bom $en$o, dirá o Jabor?

Alguém tem outra sugestão ou ideia sobre o motivo do Jabor ter esquecido de citar a família Sarney? Deixe nos comentários.

Assista ao vídeo.

Arnaldo Jabor compara o Maranhão ao Afeganistão

PS: Se a Ficha Limpa valer no Maranhão, Roseana Sarney, candidata ao governo, e Zequinha Sarney, a deputado federal pelo PV, são dois nomes que encabeçam a lista de possíveis impugnações. Mas, como diria meu amigo Bernando Cotrim, “se minha avó tivesse rodinha, eu montava nela e andava na pracinha”.

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Responses

  1. Rogério Junior, infelizmente a coragem nem sempre acompanha os homens e poucos são aqueles que enfrentam as trincheiras de luta. A máscara existente em muitos pseudo-lutadores, e nos homens covardes, enfraquece a luta e dificulta as grandes vitórias. Que a carapuça se encaixe na careca do Jabor. Ainda esperamos ter vc aqui, se não no primeiro, pelo menos no segundo turno, onde reergueremos as torres da democracia no Maranhão e aniquilaremos, de uma vez por todas, o taliban maranhense. Será a segunda taca, vamos dar um BI no Bin-laney. Te cuida Don Bigodon.

  2. Camarada, você não viu, mas ele fala o nome da família através da linguagem dos sinais. É! Olhe o movimento das mãos de maneira mais especial. kkkkk…

  3. E precisa??? heheh
    O bom do Jornal da Globo (se isso é possível) é que nenhum “Homem Simpson” assiste. A audiência é repleta de meio-entendedores.

    E mais uma reflexão…

    Essa porrada da Globo mirou no Sarney e acertou em quem??? No Lula e na Dilma???

    E salve a democracia!

  4. Pior que isso caro Rogério Tomaz Jr., além da covardia de não mencionar o nome de Sarney, ele desloca a responsabilidade do fato ao atraso do povo, impondo ao povo maranhense a alcunha de vassalo… Pq lá ele já cansou de chamar a gente de Paraíba ou coisa parecida. Agora, o Maranhense tem um apelido exclusivo… Talibão!

  5. um outro motivo: estão na mesma máfia, cada um com seu papel


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