Publicado por: Rogério Tomaz Jr. | 06/07/2010

Esse é Maradona

Antes de qualquer palavra, assista ao vídeo com a bela “La vida tombola” (A vida loteria), música que Manu Chao dedicou a “El Diez” – e cuja letra traz uma mensagem direta à FIFA: “Si yo fuera Maradona / Saldria en mondovision / Para gritarle a la FIFA / Que ellos son el gran ladron!”.

Manu Chao e Madjid Fahem cantam para Diego nas ruas de Buenos Aires

Muita gente que nasceu depois de 1980 não tem noção exata de quem foi o jogador Diego Armando Maradona. No seu auge, entre 1980 e 1990, a mídia esportiva não era tão onipresente e global como hoje. E as crianças até víamos (nasci em 76) Maradona na TV, mas sem discernimento suficiente para entender o significado daquele fenômeno.

Já adultas, pegaram o auge da perseguição ao mito Maradona, sobretudo aqui no Brasil, onde a hipocrisia e o conservadorismo não toleram qualquer quebra das regras e dos valores do padrão de comportamento dominante.

De tanta coisa que já escreveram sobre Diego Armando Maradona, selecionei alguns textos que considero muito dignos de leitura.

Do Eduardo Galeano, segue o texto de “Espelhos”, seu mais recente livro, sobre o “deus sujo”, e trechos de “Futebol ao sol e sombra”, o melhor livro já escrito sobre este esporte que, em muitos aspectos, é uma metáfora da vida.

Do Luiz Augusto Lima (do excelente blog Esporte Fino), trago um agradecimento muito adequado para os hipócritas de plantão – “Maradona, obrigado por incomodar tanta gente chata”.

Ao final, um belíssimo artigo de Ricardo Forster, publicado no Página 12, melhor jornal da Argentina, enviado a mim pela querida Lia, amiga portenha, e a música que Manu Chao dedicou a “El Diez”.

Maradona

O gol do século (clique para ampliar)

Nenhum jogador consagrado tinha denunciado sem papas na língua os amos do negócio do futebol. Foi o esportista mais famoso e popular de todos os tempos quem rompeu barreiras na defesa dos jogadores que não eram famosos nem populares.

Esse ídolo generoso e solidário tinha sido capaz de cometer, em apenas cinco munutos os dois gols mais contraditórios de toda a história do futebol. Seus devotos o veneravam pelos dois: não apenas era digno de admiração o gol do artista, bordado pelas diabruras de suas pernas, como também, e talvez mais, o gol do ladrão, que sua mão roubou. Diego Armando Maradona foi adorado não apenas por causa de seus prodigiosos malabarismos, mas também porque era um deus sujo, pecador, o mais humano dos deuses. Qualquer um podia reconhecer nele uma síntese ambulante das fraquezas humanas: mulherengo, beberrão, comilão, malandro, mentiroso, fanfarrão, irresponsável.

Mas os deuses não se aposentam, por mais humanos que sejam.

Ele jamais conseguiu voltar para a anônima multidão de onde vinha.

A fama, que o havia salvo da miséria, tornou-o prisioneiro.

Maradona foi condenado a se achar Maradona e obrigado a ser a estrela de cada festa, o bebê de cada batismo, o morto de cada velório.

Mais devastadora que a cocaína foi a sucessoína. As análises, de urina ou de sangue, não detectam essa droga.

(Eduado Galeano, “Espelhos: uma história quase universal”)

Gol de Maradona

Foi em 1973. Jogavam as equipes infantis de Argentinos Juniors e River Plate, em Buenos Aires.

O número 10 do Argentinos recebeu a bola de seu goleiro, evitou o beque central do River e começou a corrida. Vários jogadores foram ao seu encontro: passou a bola por fora de um deles, entre as pernas de outro, e enganou mais um de calcanhar. Depois, sem parar, deixou paralisados os zagueiros e botou o goleiro caído no chão, e se meteu caminhando com a bola na meta rival. No campo tinham ficado sete meninos fritos e quatro que não conseguiam fechar a boca.

Aquela equipe de garotinhos, os Cebollitas, estava invicta há cem partidas e tinha chamado a atenção dos jornalistas. Um dos jogadores, Veneno, que tinha treze anos, declarou:

– Jogamos para nos divertir. Nunca vamos jogar por dinheiro. Quando entra
dinheiro, todos se matam para ser estrelas, e então chega a hora da inveja e do egoísmo.

Falou abraçado ao jogador mais querido de todos, que também era o mais alegre e o mais baixinho: Diego Armando Maradona, que tinha doze anos e acabava de fazer aquele gol incrível.

Maradona tinha o costume de pôr a língua de fora quando estava em pleno impulso. Todos os seus gols tinham sido feitos com a língua de fora. De noite dormia abraçado com a bola e de dia fazia prodígios com ela. Vivia numa casa pobre de um bairro pobre e queria ser técnico industrial.

(Eduarsdo Galeano, “Futebol ao sol e sombra”)

Maradona na Itália

Em meados dos anos oitenta, quando o Nápoles começou a jogar o melhor futebol da Itália, graças ao influxo mágico de Maradona, o público do norte do país reagiu desembainhando as velhas armas do desprezo. Os napolitanos, usurpadores da glória proibida, estavam arrebatando seus troféus aos poderosos de sempre, e eles castigaram aquela insolência da ralé intrusa, vinda do sul.

Das arquibancadas dos estádios de Milão ou de Turim, os cartazes insultavam: Napolitanos, benvindos à Itália, ou exerciam a crueldade: Vesúvio, contamos contigo.

E com mais força do que nunca ressoaram os cânticos filhos do medo e
netos do racismo:

Que mal cheiro, até os cães fogem,
os napolitanos estão chegando.
Oh coléricos, terremotados,
com sabão nunca lavados.
Nápoles merda, Nápoles cólera,
és a vergonha de toda a Itália.

(…)

em Nápoles, Maradona foi Santa Maradonna e São Gennaro se transformou em São Gennarmando. Nas ruas vendiam-se imagens da divindade de calções, iluminada pela coroa da virgem ou envolta no manto sagrado do santo que sangra a cada seis meses, e também vendiam-se ataúdes dos times do norte da Itália e garrafinhas com lágrimas de Silvio Berlusconi. Os meninos e os cachorros usavam perucas de Maradona.

Havia uma bola ao pé da estátua de Dante e o tritão da fonte vestia a camisa azul do Nápoles. Havia mais de meio século que o time da cidade não ganhava um campeonato, cidade condenada às fúrias do Vesúvio e à derrota eterna nos campos de futebol, e graças a Maradona, o sul obscuro tinha conseguido, finalmente, humilhar o norte branco que o desprezava. Campeonato atrás de campeonato, nos estádios italianos e europeus, o Nápoles vencia, e cada gol era uma profanação da ordem estabelecida e uma revanche contra a história.

Em Milão odiavam o culpado desta afronta dos pobres que deixaram seu lugar, chamavam-no presunto cacheados. E não só em Milão: no Mundial de 90, a maioria do público castigava Maradona com furiosas vaias toda vez que tocava a bola, e a derrota argentina frente à Alemanha foi comemorada como uma vitória italiana.

(Eduardo Galeano, “Futebol ao sol e sombra”)

*****

Maradona, obrigado por ter incomodado tanta gente chata

http://www.esportefino.net/maradona-obrigado-por-ter-incomodado-tanta-gente-chata

O deus mais humano que o mundo tem

Caro Diego, eu não gosto muito deste papo de “carta aberta”. A verdade é que soa meio ridículo, além do mais todo mundo sabe que você nem vai ler este texto…

Mas não encontrei outro modo para falar sobre você do que assim, diretamente.

Hoje você sofreu sua maior derrota no futebol. Imagino que nem a exclusão do grupo que venceu em 78, nem a derrota para os mesmos germânicos em 90 e nem mesmo o afastamento por doping, em 94, tenham doído tanto na sua alma.

Sabe, Diego, aqui no Brasil muita gente soltou rojão e soprou vuvuzelas a cada gol da Alemanha. Somos doutrinados a odiar vocês, argentinos, no futebol.

Muita gente não sabe ao certo nem por quê, mas a TV e o rádio ficam martelando que vocês são arrogantes, desrespeitosos e violentos.

Difícil é vender a verdade: de que tem gente boa e ruim dos dois lados da fronteira. Jogadores indolentes, violentos ou arrogantes vestindo os dois uniformes. Nem vou citar nomes agora.

Aqui no Brasil também adoram te colocar pra baixo porque você usou drogas. É um show de hipocrisia. Como se o vício não fosse um problema de toda sociedade, como se você fosse o único atleta de destaque a cair no pó.

“Ah, mas o Pelé nunca usou drogas”. Problema do Pelé. E pra você, que usou, problema seu. E de mais ninguém.

Eu, particularmente, gosto de você. Porque ao olhar para sua ímpar figura sei o que estou vendo. Um cara cheio de contradições, que equilibra o diabo e o anjinho com esforço. Como todos nós…

Obrigado por fumar charuto à beira do gramado nos treinos. Obrigado pelos beijos nos jogadores, pelo mergulho na grama de terno e gravata.

A Alemanha deu um baile em vocês. Mas você incomodou um bocado esta massa de gente chata e de ideias medíocres, cada vez mais conformadas com este mundo pasteurizado – repleto de “etiquetas corporativas”.

Foto: Christophe Simon/AFP/Getty Images/Adidas

*****

Maradona y nosostros

http://www.pagina12.com.ar/diario/elpais/1-148911-2010-07-06.html

Por Ricardo Forster *

Pasó, para los argentinos, el Mundial, se acabó, por ahora, la ilusión de la redención maradoniana. Duró, el sueño, hasta el fatídico sábado gracias a algunas pinceladas dejadas al correr de los partidos y por la electricidad que recorrió la pasión futbolera de un país que ha sabido de triunfos colosales, de goles inolvidables y de frustraciones memorables que dejaron sus marcas bien adentro de la memoria y de la sensibilidad. Los sueños compartidos, siempre, se entrelazan con las huellas de lo vivido, son la manifestación de una extraña alquimia de ilusiones y de realidades. Su potencia tiene que ver con esos orígenes y con esos trazos dejados en la memoria colectiva por otras circunstancias. Por eso también su desvanecimiento produce un efecto devastador, nos deja con el alma en los pies y con la frustración a cuestas sabiendo que la revancha es un consuelo que queda demasiado lejos. Pero que, de eso también algo sabemos, suele regresar cuando menos la esperamos y nos devuelve la alegría perdida en medio de la derrota actual. Nuestro fútbol, como nuestra historia, está atravesado por esos momentos en los que la felicidad y el dolor han dejado marcas imborrables.


Una pasión que conmueve la vida cotidiana, que altera los ánimos y le da forma, muchas veces, al carácter nacional no puede ser la expresión de lo rutinario ni asumir la forma burocrática de quienes no sienten hasta el fondo de sus almas la significación de un deporte que es más que un juego, mucho más que un entretenimiento o que la retórica del fair play; que pone en evidencia lo visceral y lo emotivo, lo racional y lo imaginativo y que se entrelaza con recuerdos y biografías de cada uno de nosotros. Porque, pese a algunos periodistas que se ofrecen como sesudos analistas de la derrota, que siempre es ajena, a muchos de nosotros el 4 a 0 contra Alemania nos atraviesa el cuerpo y los sentimientos, nos hace retrotraernos a lo más recóndito de nuestra memoria futbolística y nos pone delante de una historia maravillosa allí, incluso, donde la frustración, la cachetada destemplada, el golpe de nocaut, la humillación de resultados calamitosos, se conjuga con gambetas inigualables, tacos para la historia y triunfos espléndidos de esos que muy pocos en el mundo pueden ofrecer como propios. Las derrotas también dejan sus marcas y asumen la forma del mito, están allí para recordarnos lo que solemos olvidar de nosotros mismos. Son parte de lo que somos y de lo que podremos ser si no las olvidamos ni dejamos de aprender de sus enseñanzas. Los ojos abiertos por el dolor suelen mirar más intensamente que los que nunca lo conocieron. Y también por eso las victorias, como las alegrías, se disfrutan mucho más. El técnico, único e irreemplazable, de nuestra Selección sabe algo de todo esto. Lo sabe porque lo vivió en carne propia. Y todo eso lleva el nombre de Maradona. El, como ninguno, representa las alturas más gloriosas de nuestro fútbol-poesía, ha sido el nombre de lo más entrañable que habita la saga de nuestro fútbol porque no sólo él fue el creador de un gol eterno, el pibe de los cebollitas que como un mago salido de un circo universal maravillaba con el jueguito interminable que le permitía hacer cualquier cosa con su máximo objeto de devoción que fue y es una pelota de fútbol. Maradona es Villa Fiorito, los picados del pobrerío, la palabra rea, esa que nos ha dejado sentencias únicas, aquel que la rompió en la vieja cancha de La Paternal, que se convirtió, para todo el pueblo napolitano, en un semidios, aquel que redimió a los pobres del sur italiano contra los siempre triunfadores habitantes del norte; fue el de las lágrimas de bronca en la final del ’90, el de los tobillos reventados dando su último esfuerzo, el amado por los humildes y el odiado por los dueños del negocio. También fue el de la caída, el de una vida privada saqueada por la brutalidad amarillista de los medios de comunicación, el de una adicción que le robaba su palabra y le ofrecía el rostro espantoso de la desolación. Fue eso y mucho más. El triunfo deparado a los olímpicos, a los elegidos de los dioses y el que pagó el precio terrible de ser quien fue y quien es. Maradona lleva a cuestas el peso de ser Maradona y, eso creo, lo hace con una dignidad que muy pocos tienen; lo hace con la integridad de los que han conocido el cielo y el infierno, las máximas alturas del éxito y de los elogios rutilantes y su contracara, la caída en abismo, la soledad, la venganza de los mediocres que nunca han dejado de maltratar a Maradona en sus momentos de inquietante debilidad o en circunstancias signadas por la derrota, la futbolera y, peor todavía, la de la vida. Maradona ha sido el del milagro que le permitió reconstruirse, ese mismo que desmintió a los agoreros que se solazaban con su derrumbe. En él, en su travesía extrema y extraordinaria por una cancha de fútbol y por el laberinto de la vida, metabolizó lo impensado de quien ha sabido revertir sus propias ausencias. Hay algo de todos nosotros en el zigzagueo maradoniano, algo de ese juego con los extremos que ha venido marcando la vida argentina desde siempre. Una gramática del exceso, un fervor por el que se paga un altísimo precio cuando llega la hora de la derrota, pero que nos ha permitido disfrutar con una intensidad única cuando llegaron los días del júbilo. Arrepentirse de esa trama profunda que nos constituye me resulta algo vacuo, insustancial e indeseable. Somos, qué duda cabe, la ilusión y la frustración, el empeño por hacernos cargo de lo mejor de una historia pigmentada por sueños a veces inalcanzables y la imperiosa necesidad de hacernos cargo de nuestras imposibilidades.

Algo de lo extremo, de eso que siempre acompañó a Diego, parece dar cuenta de nuestras vicisitudes, como si no nos convinieran el equilibrio ni el consenso. Todo o nada. El itinerario de Maradona se entrelaza con el del país, juega en espejo y nos muestra imágenes de nosotros mismos. Sus éxitos y sus derrotas no parecen ser muy distintas a las que nos acompañaron a lo largo de la historia. Supimos de momentos espléndidos, de mundos populares alcanzando cotas de equidad, que dejaron sus huellas en lo más profundo de la memoria colectiva (y el Maradona de los suburbios populares, el amasado en los potreros del pobrerío, el del lenguaje reo, el que siempre estuvo más cerca de Garrincha que de Pelé representa una parte no menor de esa memoria de un pasado mejor); supimos, también, de descensos al infierno, de horrores dictatoriales y de masivas destrucciones de nuestros sueños en distintas circunstancias de nuestra travesía como nación. Conocimos la esperanza y supimos del desencanto, tocamos los resortes más íntimos de la ilusión y nos descubrimos en medio de la pesadilla. Como país tuvimos, y tenemos, algo maradoniano, imposible, loco, entrañable, inesperado que no sabe de puertos intermedios, de maquinarias que siempre funcionan de la misma manera. Conocimos la improvisación genial y el desastre de la improvisación. Jugamos en equipo y nos embelesamos ante la aparición del genio que, él solo, resolvía partidos. Tal vez nuestro problema radique en no lograr que se crucen más y mejor ambos caminos. Tal vez ése fue el error de Maradona en este Mundial: imaginar que Messi era como él, que los mitos se repiten y que las epopeyas están a la vuelta de la esquina. A Messi, como a la historia argentina, le pesa la sombra del mito, el recuerdo de lo maravilloso perdido que, sin embargo, sigue insistiendo. Todos, sabiéndonos portadores de una vana ilusión, soñábamos el sábado en medio de lo que parecía un desastre, con la jugada maradoniana hecha por Messi, con esa gambeta increíble reproducida 24 años después. Claro, descubrimos que los acontecimientos inolvidables son únicos y no se repiten o, al menos, no cuando los esperamos.

Messi no es Maradona, no puede serlo. Su vida, el itinerario que lo llevó, siendo un chico, desde su Rosario natal hacia Barcelona no tiene nada que ver con los pasos seguidos por Diego. En Maradona hay todavía un resto de otro país, la saga mutilada de viejas historias populares, el camino desde la pobreza hacia la cumbre, la fidelidad a los orígenes que siempre se denuncia en sus momentos de arrebato, allí donde suele cincelar frases filosas y memorables como aquella que para siempre nos recordó “que la pelota no se mancha”. Messi, que es un buen chico, humilde pese a ser quien es, tiene más que ver con el futbol espectáculo, con Europa, con las canchas armónicas y prolijas, de esas que parecen mesas de billar y que nada tienen que ver con las nuestras (muchas veces impresentables y salpicadas por la violencia y lo delincuencial, pero también portadoras de la memoria del potrero). Y sin embargo Messi, de un modo notable, guarda en sus genes aquello mismo que hizo posible un Maradona. Quizás, como en una antigua tragedia griega, su hora sólo podrá llegar cuando la sombra del otro dios le deje ocupar su propio lugar bajo el sol. ¿Será dentro de cuatro años?

* Doctor en Filosofía, profesor de la UBA.

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Responses

  1. Excelente, Rogério. Ler esses textos faz a gente sentir-se tão bem! Admiro muito Maradona também.

  2. Apesar da pouca paciencia pra ler em espanhol agora, (prometo que lerei amanhã)
    vou dormir embalada pelas palavras no bom(?) português e pelo incômodo do maradona nos estômagos e rostos dos que tem “boa educação” (?).

    Porque eu gosto do mal feito. Qual a beleza do perfeito?

    “Eu nao gosto do bom gosto”

    “Eu gosto dos que têm fome
    Dos que morrem de vontade
    Dos que secam de desejo
    Dos que ardem”

    p.s. Dessa vez acho que li tudo (rsrsr)

  3. […] de Kusturica. Toca na alma porque é humano, como nós somos, mesmo falando sobre um deus – um “deus sujo”, como registrou Eduardo Galeano – entre os […]

  4. Parabéns pela postagem, destaque para o video do Manu Chao =)


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