Publicado por: Rogério Tomaz Jr. | 10/03/2010

Iara Rennó e outros shows imperdíveis na Conferência Nacional de Cultura

A etapa final da II Conferência Nacional de Cultura começa hoje (quarta, 10) em Brasília(DF).

Mais de duas mil pessoas – a maioria, eleita nos seus estados como delegado/a – participarão dos debates que têm como objetivo apresentar propostas para a política cultural do país.

Os debates dos painéis, grupos de trabalho e outras atividades se dividirão em 19 eixos setoriais, abrangendo as mais diversas áreas: Arte Digital, Arte Visual, Artesanato, Audiovisual, Circo, Cultura Afro-brasileira, Culturas Indígenas, Dança, Literatura, Música, Patrimônio Imaterial, Patrimônio Material, Teatro e outras.

Para acompanhar a Conferência – que, a exemplo da Conferência Nacional de Comunicação, está sendo atacada pelo PIG (Partido da Imprensa Golpista) como exemplo do “autoritarismo” e “stalinismo” do governo Lula – acesse o site:

http://blogs.cultura.gov.br

Como explicita o título, esse texto quer falar mesmo da programação cultural da Conferência, que, aliás, já teve início ontem (9) com ótimos shows e o Pé de Cerrado fazendo o povo ferver o sangue e sacolehar os ossos.

Entre tanta coisa boa, sugiro como imperdíveis (embora eu deva perder, pois talvez esteja fora de Brasília):

– Iara Rennó (na programação consta como Iara Spíndola): sexta (12), 21h

– Cavalo Marinho Boi Brasileiro e Luís Paixão (rabequeiro), de Pernambuco: sábado, 21h

– GOG: domingo (14), 19h

– Maracatu Atômico Kaosnavial (com Jorge Mautner): domingo (14), 21h

Iara Rennó tem a arte no DNA.

Filha de Carlos Rennó (pesquisador e compositor/letrista consagrado, autor da maravilhosa “Todas elas juntas num só ser”, gravada por Lenine) e Alzira Espíndola, fina cantora com algumas lindas pérolas ao longo da carreira, sobrinha de Tetê Espíndola (ganhadora do Festival dos Festivais, de 1985, com a inesquecível “Escrito nas estelas”, de Rennó e Arnaldo Black, vale dizer).

Integra também o grupo DonaZica, ao lado de Anelis Assumpção (outra com muita arte no sangue, filha do Itamar Assumpção) e um monte de bambas.

O que mais me “gritou” a atenção no trabalho da Iara foi o cd “Macunaíma Ópera Tupi”, que me tocou profundamente pela qualidade sonora e pela riqueza da fonte inspiradora, o fabuloso “Macunaíma: o Herói sem Nenhum Caráter”, de Mário de Andrade. “Ouvir” essa obra – síntese da criatividade musical da Iara combinada à afiada literatura de Mário – é, literalmente, de arrepiar.

Enfim, quem estiver por Brasília na sexta, não perca! Abaixo, duas amostras…

PS: É possível ouvir a versão de estúdio (mais requintada) de “Macunaíma” no MySpace da Iara Rennó. Ou, quem quiser, me peça o mp3.

PS2: Esquecimento imperdoável, deixei de registrar o agradecimento ao Zema Ribeiro, amigo ludivicense de longa data e jornalista cultural de primeira que me apresentou a DonaZica.


Responses

  1. Eu quero o mp3!!

    bjo

  2. Eu vi o show na sala Brasília no dia 12/03, sexta e achei uma maravilha. Ainda troquei duas palavrinhas com ela.
    E agora tô interessado nesse MP3.
    Me mande se puder.
    Um abração.


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