Publicado por: Rogério Tomaz Jr. | 04/11/2009

Oposição hidrófoba a ponto de pedir o golpe contra Lula

Para quem não conhece a história do Golpe de 64 (incluindo seus antecedentes), vale a pena ler os editoriais dos jornais à época. Os mesmos que se autodefinem – hoje e sempre – como “bastiões da democracia”.

Clique no link abaixo para ler:

O que a mídia disse em 1964

Mas a vida é pródiga na repetição dos cenários, ainda que os contornos e desfechos sejam sempre singulares.

Guardadas as devidas proporções, o discurso atual do “Farol de Alexandria”, mais conhecido como F(MI)HC, é praticamente o mesmo dos barões que pediram, apoiaram e sustentaram o Golpe de 1964.

A oposição ao governo Lula é hoje liderada pelo PIG (Partido da Imprensa Golpista), cujos principais expoentes são: Globo, Folha de SP, Estadão e Veja, rodeados por muitos veículos e porta-vozes (os colunistas, que prefiro chamar de CALUNISTAS, e os articulistas, que seriam melhor descritos pelos termos ALARMISTAS ou CHAUVINISTAS) que se revezam e em seus espaços reverberam uns as “idéias” dos outros.

Fenômeno muito bem descrito por Pierre Bourdieu no livreto “Sobre a televisão”: trata-se da “circulação circular da informação”.

A baba hidrófoba escorre e inunda (quase) todo o debate político. É a radicalização típica do desespero causado pela quebra de hegemonia e por sucessivas (e iminentes) derrotas.

Se tiver estômago, leia uma pequena amostra, apenas dos últimos dias (clique nos links para ler):

Miriam Leitão, assumindo o papel de líder da oposição

F(MI)HC, só faltando dizer que Lula é golpista

Estadão explicando a teoria do “autoritarismo popular”

O Globo, usando iconografia preconceituosa e anglófila para reverberar F(MI)HC

Elio Gaspari, reverberando F(MI)HC

Acredite se quiser. Miriam Leitão (leia o recado do Alceu Valença pra ela aqui) não teve qualquer pudor de assumir o papel de farol da oposição.

E O Globo reproduz o grosseiro preconceito contra Lula, ao usar o cartaz da mão com quatro dedos.

F(MI)HC, então… é de dar dó ou de rir. Ele volta a (tentar) apontar (publicamente) os rumos que (ele julga) a oposição deve seguir. A frase final do seu texto caquético é muito simbólica:

“Termino dizendo que é mais do que tempo de dar um basta ao continuísmo, antes que seja tarde.”

Essa é a cara da nossa oposição.


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