Publicado por: Rogério Tomaz Jr. | 02/10/2009

UOL/Folha não consegue esconder o rancor pela vitória do Rio e de Lula

Parabéns ao Rio de Janeiro, em primeiro lugar. Ao Brasil. A todos os que trabalharam efetivamente pela candidatura da Cidade Maravilhosa. Dos três níveis de governo, do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e da equipe encarregada de coordenar o projeto. É uma vitória do Brasil, acima de tudo.

Por outro lado, é impossível não analisar, do ponto de vista político, o papel que o presidente Lula desempenhou. Entrou em campo com todo o seu carisma e sua popularidade. Fez um discurso que reafirmou o reconhecimento da grandeza do Brasil e apelou para a exclusão (do Brasil e da América do Sul) da realização dos Jogos até hoje. Aliás, na mesma linha – bastante acertada e muito bem elaborada e executada – do restante dos oradores brasileiros.

Não deixa de ser, também, uma vitória política de Lula no cenário internacional. Mais uma.

No campo esportivo, Lula fez barba (a realização do Pan 2007, cuja escolha da sede se deu em agosto de 2002), cabelo (escolha da sede da Copa 2014, confirmada em 2007) e bigode (escolha da sede dos Jogos Olímpicos de 2016).

Mas veja o que o UOL/Folha aprontou:

Manchete 1 do UOL (15h25): "prefeito chora", mas a foto é da comemoração

Manchete 1 do UOL (15h25): "prefeito chora", mas a foto é da comemoração

Destaque 2 do UOL: foto de Lula, Orlando e Pelé chorando, com texto neutro

Manchete 2 do UOL: foto de Lula, Orlando e Pelé chorando, mas o texto é insosso (ainda mais porque Chicago foi a primeira cidade eliminada e Obama apenas "cumpriu tabela"

Esse é o jornalismo do PIG (Partido da Imprensa Golpista).

Para o PGI, Eduardo Paes (PMDB, ex-tucano, vale registrar) merece menção no aspecto emocional da notícia.

E isso porque foi Lula deu entrevista logo após a escolha, exibida pela Globo e pela Record para todo o Brasil. Emocionado, não conteve as lágrimas, mas ainda assim manteve a lucidez e deu um exemplo de altivez política:

“Hoje, o Brasil conquistou a cidadania internacional. Quebramos o último preconceito. No passado, era impossível pensar em um país de terceiro mundo realizando as Olimpíadas. No Brasil, temos pessoas que consideram, ainda, o Brasil como se fosse de 2ª classe, como se não tivéssemos importância”.

Adivinha a quem ele estava se referindo, na fauna política brasileira?

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Responses

  1. Movéi,

    No campo eventístico, o esporte brasileiro tá com tudo.

    No campo da política pública, menos de 20% de nossas escolas têm infraestrutura esportiva e muitas e muitas crianças não têm nem professor de educação física.

    TEremos um longo caminho pela frente. Segure o cofre!

  2. Camarada, não dá pra comemorar isso não! Se no Panamericano houve uma sangria enorme de dinheiro público com a construção de centros esportivos para um país que não tem política pública direcionada para a cultura olímpica, imaginemos o que poderá ser esse evento.

    Quero estar errado, mas não acredito que o povo será o principal beneficiado da realização das Olimpiadas.

    Já o Nusman, a Nike, a Brahma…


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