Publicado por: Rogério Tomaz Jr. | 01/05/2009

Mais uma farsa da Globo é desmontada

Eles não aprendem. Sabem que a impunidade os protege. Acreditam que seu poder garantirá a versão preponderante na História.

A emissora que nasceu fraudando a Constituição brasileira, recebendo capital estrangeiro do grupo norte-americano Time Life, prática vedada até 2002 , não tem jeito. Mais uma farsa desmontada que expõe as vísceras da pistolagem informativa praticada pela Rede Globo, cuja prncipal vítima é a verdade e a “democracia” – excludente, restritiva, imposta de cima e elitista – que ela própria diz defender.

A mais recente farsa derrubada – numa trajetória rica de fraudes – se relaciona aos incidentes ocorridos no latifúndio de Daniel Dantas no Pará. Há duas semanas, a turma da Globo deu grande destaque ao “conflito” entre “seguranças” e trabalhadores sem terra na fazenda Espírito Santo, em Xinguara, sudeste do estado.

Um dos elementos mais enfatizados foi o uso de jornalistas como escudo humano por parte do MST. Os jornalistas também foram reféns na ação que impôs cárcere privado as profissionais da TV Liberal (afiliada da Globo) e outros veículos da imprensa local. O repórter Victor Haor ganhou notoriedade. Ele foi um dos repórteres usado como escudo humano e refém do MST. A Globo divulgou essa versão em TODOS os seus veículos, no que foi acompanhada por TODA a grande mídia.

As contradições eram evidentes. As imagens mostravam cenas distintas do que escreviam e falavam os jornais, sites, revistas e programas de TV e rádio. Pouca gente – apenas quem não se contenta com as versões oficiais da Globo e veículos afins – teve acesso a uma carta do MST que desmontava a farsa. Como escreveu Paulo Henrique Amorim, “MST desmente a Globo pela enésima vez”.

Uma das matérias da Globo é explícita na difusão da mentira (clique no lin abaixo para ver o vídeo):

Repórter que foi feito refém por MST conta o que ocorreu

Apenas poucos dias atrás a verdade vei à tona. O repórter Victor Haor, em depoimento oficial ao Delegado de Polícia que investiga o caso, negou que os jornalistas tenham servido de escudos humanos ou que tenham ficado em cárcere privado ou na condição de refém. A Globo não publicou esse desmentido do seu repórter. Se não existisse a Internet, talvez não fosse possível que ganhasse repercussão nacional o texto de Max Costa (grande militante e jornalista, com quem tive o prazer de conviver e trabalhar junto na época do movimento estudantil) que não deixa de pé um único grão do castelo de areia montado pela turma do Ali Kamel, o Submisso*.

As “reportagens” foram feitas a soldo do banqueiro criminoso Daniel Dantas. Isso me lembra outra farsa montada por outro expoente do PIG (Partido da Imprensa Golpista, como se refere o PHA), a Folha de São Paulo. Em maio de 2000, o jornalista Josias de Sousa realizou uma série de matérias “denunciando” o MST pela cobrança de “pedágio” dos assentados. Pouco depois, o “repórter” e o jornal confessaram que o Incra (então comandando pelo minstro Raul Jungmann, do Desenvolvimento Agrário) havia pago o transporte e fornecido as orientações para a “reportagem”, num episódio que valeu ao seu autor a alcunha de Josincras de Sousa.

O “pedágio” ao qual se referia o desinteressado Josincras era uma taxa utilizada para o sustento e a organização do próprio Movimento, equivalente à contribuição dos filiados de qualquer sindicato, partido, associação ou entidade do gênero.

*Em junho de 2000, eu vi e ouvi o então chefão do jornal O Globo falar a uma platéia de estudantes e profissionais – no V Congresso Internacional de Jornalismo de Língua Portuguesa, realizado em Recife(PE) – que era agradecido por ter sido explorando em sua época de estagiário. Como se sabe, um dos atributos para uma longa carreira nas empresas da família Marinho é a submissão. Alguns mostram isso desde cedo.


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